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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

SCION (hero/demigod/god)

 RPG: SCION (hero/demigod/god)
Editora: White Wolf
Site: www.white-wolf.com/scion Gênero: fantasia, moderno, mitológico, ação.

Lá estava você, em sua vida normal, com pessoas normais, namorada, trabalho, esposo, empresa, o que fosse, mas dentro da normalidade, contudo você sempre foi acima da média em alguma coisa. Foi o mais forte, o mais rápido, o mais bonito, o mais horrendo, o mais completo, sempre teve um toque de anormalidade que não seria nada demais, você não seria uma lenda, até que certo dia um homem alto e magro, de barba longa, um chapéu bonito, um tapa olho, terno, gravata e um cajado te aborda quando você saía de uma casa noturna e com sua presença assustadora, quase imaterial, te informa que ele é teu verdadeiro pai, e que teu irmão, Thor, é prisioneiro de  Kalfu, um deus vudu, e que devido ao ataque dos gigantes de gelo a Asgard e a aproximação do ragnarök, caberá a você salva-lo.

Essa é apenas uma das ideias do que é o RPG Scion, lançado pela empresa White Wolf em 2007.

Scion é um jogo onde os personagens são descendentes de deuses da antiguidade, ou filhos adotivos que receberam a capacidade de se tornarem lendas, e em seu sangue corre a centelha divina.

No cenário básico do jogo os panteões de lutam para evitar que os Titãs saiam do tártaro e os destruam.

São os panteões dos livros básicos:
Pesedjet - os deuses do antigo Egito: Anúbis, Atum-Ré, Bastet, Geb, Hórus, Ísis, Kebauet, Osíris, Ptah, Set (or Seth), Sobek, e Thoth.

Dodekatheon - os deuses gregos: Afrodite, Apolo, Ares, Ártemis, Atena, Dionísio, Hades, Hefesto, Hera, Hermes, Perséfone, Poseidon, e Zeus.

Aesir - deuses nórdicos: Baldur, Bragi, Forseti, Freya, Freyr, Frigg, Heimdall, Hel, Loki, Odin, Sif, Thor, Tyr e Vidar.

Atzlánti - os deuses da civilização asteca: Huitzilopochtli, Miclántecuhtli, Quetzalcoatl, Tezcatlipoca, Tlaloc, Tlazoltéotl, e Xipe Totec.


Amatsukami - os deuses Shinto do Japão: Amaterasu, Hachiman, Izanagi, Izanami, Raiden, Susano-o, e Tsuki-Yomi.

Loa - os espíritos-deuses da religião vodu: Ague, Barão Samedi, Damballa, Erzulie, Kalfu, Legba, Ogum, e Xangô.

Eu gosto muito desse jogo, é um cenário divertido, rico, repleto de referencias em um sem número de livros de história, mitologia e arte, contudo os livros básicos são terríveis. O cenário não é explicado direito, não dá ideia do que você pode fazer, como é o relacionamento entre os deuses e seus filhos, não informa se os seres humanos conseguem ver as criaturas mitológicas que estão no mundo, nem se o scion deve ocultar-se ou se mostrar na televisão. Isso tudo fica de fora dos livros. Tirando que a adaptação que fizeram do sistema básico da white wolf foi a pior implementação que já vi. Um sistema quebrado, repleto de falhas, onde há poderes ridiculamente absurdos como Arete, dos gregos, que adiciona níveis e mais níveis de bônus em perícias, enquanto Jutunblut dos nórdicos é um fracasso inútil.

A ideia de atributos em níveis épicos é interessante, mas também quebrada.

As aventuras que jogamos foram levadas com uma interpretação mais textual dos poderes e capacidades do que uma interpretação matemática da coisa.

Eu diria que Scion é um jogo que tem a ideia de cenário nota 10, fenomenal, mas que teve sua execução muito abaixo do potencial.

Os suplementos trazem novos panteões e poderes, assim como novas ideias e aventuras.

Vale a pena? Claro que vale! Não é sempre que você pode jogador com o filho de Miclantecutli, o deus da morte azteca e ser venerado como uma entidade física no México, principalmente entre os traficantes que rezam para Santa Muerte, enquanto seus aliados são um filho de Ares, um filho de Hachiman, um filho de Odin e um anjo do Senhor.

Jogamos algumas aventuras, e tenho certeza de que outras virão. Fizemos até uma adaptação boa utilizando o sistema FATE, que aparentemente foi bem menos quebrada que o sistema original.

Que novos jogos venham, tão bons quanto os que já jogamos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Engel - RPG


Engel: RPG.

O mundo acabou. Grandes pilares de fogo queimaram o planeta e derreteram as calotas polares, as águas se elevaram e a antiga cultura foi dizimada.

Uma nova era das trevas surgiu, com cidades estados controlados pelos Junklords, detentores de uma tecnologia profana e antiga.

Das terras queimadas das Brandlands, enormes cicatrizes deixadas pelos Infernos flamejantes, onde a fumaça eterna alimenta de ódio e pecado os dreamseeds, os filhos do senhor das moscas. os demônios verminóides caçam uma raça humana em ruínas. Apenas os Engel, os filhos do Senhor, gerenciados pela Igreja Angelicana, controlada pelo eternamente jovem Pontifex Maximus Petrus Secundus, dos salões abençoados da cidade de Roma Æterna, na Itália, são os defensores e purificadores dessa nova Europa quasimedieval.

As crianças aladas são divididas em cinco Ordens Angelicais:
A Ordem dos Micaelitas, treinados nas artes da estratégia, tática e liderança.

A Ordem dos Urielitas, que mantém o conhecimento e os caminhos do Senhor, são os mensageiros e batedores entre os anjos.

A Ordem dos Gabrielitas, os guerreiros de Deus, os anjos da morte, treinados para lugar e matar.

A Ordem dos Ramielitas, os sábios que preveem o futuro e vasculham o passado.

E a Ordem dos Rafaelitas, versados nas artes da cura.
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Engel é um RPG alemão que utiliza um sistema original baseado no Tarô, mas a versão que possuo é da White Wolf, feita com o sistema d20.

É um RPG repleto de metajogo, com um livro básico que revela muito mais da história do que outros de tema semelhante.

Joguei pouco de Engel, mas as poucas histórias que joguei foram muito boas.

O que mais me chama a atenção no jogo são as relações dos Engel com o povo e como são as formas dos demônios dreamseed.

Se for jogar, me chame!



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Kill puppies for satan - RPG

RPG: Kill puppies for satan: an unfunny roleplaying game
Editora: Lumprey Games
Site: www.lumpley.com/puppies.html
Gênero: comédia, ridículo, não divertido (segundo ele mesmo)

Eu pensei bastante sobre qual RPG eu iria escrever sobre, nessa semana, pensei em escrever sobre Robotech, rifts, metabarões, man in black, Elric of melnibone, mas resolvi escrever sobre RPG de humor, principalmente algo que tivesse uma tirada mais "beer and pretzel", que são jogos mais rápidos, descompromissados e normalmente insanos, e pensei: Terra de OG ou Pokethulhu? E cheguei à conclusão de que seria Kil Puppies for Satan.

Kill Puppies é um rpg onde os jogadores fazem o papel de satanistas que matam filhotes para satã. E são pobres, porque se fossem ricos não estariam matando filhotes e sim poluindo rios, devastando florestas ou produzindo maldades de verdade.

Não falarei muito sobre o jogo, deixarei que ele fale por si, abaixo encontram-se pedaços do texto do PDF.

"Pegue uma folha de papel e escreva em letras grandes bem em cima: eu mato filhotes para satã. essa é sua ficha de personagem. em seguida escreva: meu nome é e coloque o nome do personagem. você tem quatro estatísticas, então as escreva em uma pequena coluna: frieza, 'sou foda', maldade e incansável. a escala é de 1 a 5, sendo 1 normal e 5 diabólico. deixe um pequeno espaço e escreva: mal. matar filhotes (e outros animais) dá a você mal. o qual você pode gastar para fazer coisas sobrenaturais malvadas. agora deixe um grande espaço e escreva: todas essas pessoas me odeiam. é aqui que você mantém o registro de quantas pessoas te odeiam."

"Linhas gerais de satã
- não mate pessoas. se elas forem más poderiam estar vivas fazendo maldade. se forem boas irão para o céu e satã não quer ninguém no céu.
- se você quer sacanear mesmo alguém, faça com estilo, faça-as gritarem assim: 'por quê, deus, por quê' e não 'me ajude deus!'.
- não tente fazer do mundo um lugar melhor. mate filhotes e pronto, os demônios são profissionais, deixe esse trabalho para eles.
- e não seja pego, otário."

Tirando que o jogo começa em uma sessão de auto ajuda para que o grupo se forme enquanto se apresenta.

Vale a pena? Definitivamente é um jogo besta e tipicamente odiável, mas o sistema dele é incrivelmente simples e elegante!