Mostrando postagens com marcador futuro próximo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futuro próximo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Robotech

 RPG: Robotech
Editora: Palladium Books
Gênero: Ficção Científica, Romance, Combate aéreo, Mecha.

Robôs gigantes são coisas que fascinam, e robôs gigantes que se transformam em aviões de caça que lutam batalhas épicas pelo destino da humanidade contra gigantes geneticamente modificados que viveram apenas para a guerra, fascina ainda mais!

Robotech rpg é um jogo baseado no desenho MACROSS, que conta a história de como uma nave de guerra alienígena cai em uma ilha chamada Macross, no pacífico norte, e é reconstruída pela U.N Spacy, um braço militar das nações unidas, e como Rick Hunterm, um jovem e promissor piloto torna-se um dos herói na guerra contra os gigantescos Zentraedi.

O desenho animado japonês é repleto de reviravoltas e situações inusitadas, principalmente quando descobrimos que a principal arma contra os zentraedi é.. música. Não qualquer música, mas a música de Lynn Minmey o interesse romântico de Rick durante o desenho.

No jogo  os jogadores fazem parte da U.N. Spacy, um grupo militar das nações unidas que tentam de todas as formas vencer a guerra. A maior parte da tecnologia da U.N. Spacy foi desenvolvida através dos estudos da nave que caiu na terra, agora renomeada de SDF-1 Macross (The Super Dimension Fortress Macross), a principal arma é o veritech, um aero caça que se transforma em robô.

O sistema de jogo é da Palladium, o mesmo usado no palladium fantasy roleplaying e em Rifts. É um sistema de níveis, já antigo, e particularmente penso que é repleto de falhas, mas é divertido. A principal característica do sistema é utilizar o conceito de mega dano. onde 100 pontos de dano normal equivale a Um ponto de Mega Dano.

O sistema utiliza 1d20 para acertar e os outros dados para dar dano.

Cada classe equivale a uma profissão: piloto de veritech, oficial, mecânico, cantora, top model, infantaria, entre outros.

Sistema antigo, jogo velho, mas divertido. E como todos os produtos da Palladium, se você tiver muita coragem e pouco bom senso, pode misturar, fazendo coisas como uma fenda se abre e naves de guerra zentraedi, durante um ataque à sdf-1 e transportam todos para o mundo de Rifts... Insanidade e senvergonhice. rs.

Rosto de robotech, muito mais pelo tema do que pelo sistema, contudo, por mais que eu não queira aceitar, o sistema casa sim com a ideia do jogo.

Dificilmente jogarei novamente esse jogo, mas... quem sabe ainda não veja a Dedallus arrebentar um cruzador zentraedi ou a arma principal da sdf-1 disparar e "destruir tudo o que se encontra pela frente" conforme os dados oficiais do livro.

Cyberpunk 2020

 RPG: Cyberpunk 2020
Editora: R. Talsorian Game inc.
Gênero: Ficção Científica, Cyberpunk, Violência.

Em Night City a música toca alta, o neon brilha forte, ofuscando os olhos daqueles que não implantaram filtros de luz. O cromo chamativo nos braços mecânicos dão o tom da nova moda, como os cybercosméticos e os procedimentos cirúrgicos de última geração deixam o que antes era visto como artificial agora em voga. A vibração da cidade e das novas mídias tenta abafar o tiroteio entre duas gangues de traficantes de órgãos na zona portuária. Ambas as gangues são controladas pela mesma megacorporação, que procura sempre os melhores preços para entregar a seus clientes ricos o melhor da carne jovem. O sangue escorre dos ouvidos de um hacker que pensou ser melhor do que as defesas dos black ices dos gigantescos bancos de dados, "era dinheiro fácil" pensou, o corajoso repórter que escreve sobre o caso, sabe que dentro do universo da matrix, a nova internet, há muito mais perigos do que lucros para os desleixados.

Bem vindo ao universo cyberpunk.

Eu gosto de cyberpunk, gosto de como ele se desenrola, como o universo distópico se consome e como ele tem um sabor datado, um futuro antigo.

Lançado em 1990, o RPG Cyberpunk 2020 descrevia esse futuro repleto de violência, cromo, sangue, música e dados digitais. Ele foi traduzido pela Devir para a língua portuguesa, um trabalho que eu considero bem feito, apesar de um ou outro deslise, mas no bojo, um bom trabalho. Principalmente pela coragem de tornar mais popular esse tipo de cenário.

O sistema de jogo, chamado interlock, é simples e mortal. 1d10 + perícia contra uma valor que varia dependendo do grau de dificuldade da ação, um 10 costuma ser sucesso na maior parte dos casos.

Os jogos que joguei foram todos muito bons. Mestrei três vezes uma adaptação de Neuromancer, umas 5 outras aventuras próprias e joguei como jogador 2 vezes.

A parte de combate é consistente, assim como a parte de netrunner dentro da Matrix, apesar de eu gostar de simplificar o sistema de invasão e combate digital.

Cyberpunk 2020 vale uma nota 8 com força, mas é importante informar que eu gosto do cenário e gosto da literatura cyber.

As armas estão carregadas, o veículo blindado encontra-se com o novo motorista a postos e o novo terminal Hosaka Ono Sendai possui os últimos softwares de defesa e de quebra de dados.

Plug-se à matrix e aguarde, com armas em punho, o aço das milícias com cyberimplantes.

Tenha atitude, Chombata.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Era do Caos - RPG

RPG: Era do Caos
Editora: Akritó
Autor: Carlos Klimick, Eliane Berttocchi e Flávio Andrade
Sistema Básico: Era do Caos.
Ano: 1997
Gênero: Ultra realidade, moderno, futuro próximo, horror, sobrenatural, conspiração.


Sou fã de Era do Caos.

Gosto do trabalho executado nos livros, gosto do cenário, do sistema e das ideias e principalmente, gosto dos suplementos.

O EdC é um RPG da extinta(?) editora Akritó e tem como tema principal o descontrole do mundo, como ele tinha a tendência a catástrofes, principalmente catástrofes sociais, e como alguns cidadãos tentavam sobreviver na selva social de um mundo quase ciberpunk, com menos tecnologia, mas com o mesmo grau de violência e tensão. 

As aventuras tendem a se passar em grandes cidades, com enormes problemas, onde os personagens jogadores "descobrem" que são controlados por forças maiores, não grupos específicos, mas algo, uma massa de ideias e pessoas influentes que quase são conhecidas como A Elite.


A Elite, de acordo consigo mesma, serve para levar a ordem a esse mundo caótico, eles mantém as estruturas sociais coesas, mas trazem para si o o bônus de manipular eleições, históricos bancários e recursos naturais para os seus "associados". Como diria um desses Elitistas a um novo membro "...mas é claro que nós manipulamos as eleições, você acha que o voto dos ignorantes devem ter o mesmo valor do que o voto de homens de visão como nós? Idiotas votam em idiotas que fazem idiotices."
Muito mundano até, mas aí entram os suplementos. Todos eles com um toque de sobrenatural:

Noturnos nos apresenta a fantasmas, zumbis, renascidos e toda sorte de criaturas e poderes do além túmulo. São aqueles que ficaram presos à Terra por razões estranhas, trabalhos por fazer ou contratos escusos. Mestrei uma vez uma aventura onde o antagonista era um Fantasma. A cena de perseguição baseada no filme Possuídos (Fallen, com Danzel Washington) foi muito boa de descrever e teve a velocidade necessária para dar um ar de conflito.


Lendas nos trás criaturas que estavam no mundo antes dos homens, seres lendários e folclóricos, curupiras, iaras e botos, homens onça. Seres interessantes e muito bem construídos.


Caídos, meu suplemento favorito, contém anjos caídos. São aqueles anjos que durante a guerra celestial, no início da criação, não lutaram nem ao lado dos anjos leais a Deus nem ao lado de Sammael e foram jogados na terra, com suas asas arrancadas, e morrem e renascem em busca da redenção e de seu retorno ao paraíso. Os quatro elementos e como poderes como diafaneidade e sincronicidade funcionam me chamaram muito a atenção. Lembro-me muito bem de uma aventura que fiz baseada na música do Morphine, Ropes on Fire.

Feiticeiros foi o último suplemento lançado e foi feito sobre uma pergunta: "como a magia funcionaria no mundo 'real'?" E fizeram vários rituais, com custos religiosos e contextuais, com tempo gasto e poderes quase invisíveis, mas... possíveis. O mais extenso dos suplementos. 

O sistema era simples e eficiente: atributo + habilidade + 3d6 contra uma dificuldade x. se conseguir atingir o valor, sucesso, parabéns. O sistema de dano é esquemático, onde varia a parte acertada e quantos pontos de dano tem cada parte do corpo.

Defeitos? claro, o sistema é datado e merecia uma revisão, merecia  uma roupagem atualizada. Há muitas habilidades, coisas comuns na época. Poderiam tornar mais compacto. 

Virtudes? Brasileiro, bem escrito, ideias boas, bom sistema e ótimo preço! 

O mal... Infelizmente não é mais produzido.

Usei muito de Era do Caos em vários outros jogos. Usei ideias, contextos pedaços de cenários e sempre funcionaram muito bem.
Quem sabe um dia o RPG não volte a ser popular e novas Eras do Caos não surjam?