terça-feira, 18 de março de 2014

Quando a Noite Cai - Um Live Action de Vampiro a Máscara

Quando a noite cai, também conhecido como QUANC, foi uma campanha de live action que eu tive o prazer de criar e narrar por uns quatro anos.

Se não estou muito enganado, ele começou em 1998, após eu ter participado de um jogo "one shot" de live, ao qual fui convidado. Depois do jogo fui conversar com meu amigo Ricardo Mello e consegui convence-lo a me ajudar a gerenciar uma campanha. Nessa empreitada tivemos a participação crucial de Charles Roberto, que conhecia vários jogadores e também se mostrou empolgado com aquela ideia.

Uma caminhada de algumas horas foi necessária para eu explicar o que era o live, qual era minha intenção e o que poderia sair dali, então os três ficaram satisfeitos. Em seis meses iniciaríamos a campanha. Nesse meio tempo eu iria preparar o cenário e estudar melhor as regras. Ao final Luiz Felipe se juntou a nós.

O cenário escolhido para o QUANC foi Brasília, um lugar sombrio, político, de história recente e já com vários pontos nebulosos, perfeito para um jogo no Mundo das Trevas.

A história teve início com Afonso Beloto de Assis, Toreador de sexta geração, que tinha residência no Rio de Janeiro e Abdias Torquato Valente, um Brujah de sétima geração que entraram em conflito por territórios, e depois de um longo embate acabaram tornando-se aliados. Com as idas e vindas da política e os ventos de novos tempos, eles partiram para uma recém criada cidade no coração do planalto central, Brasília, lá estabeleceram seus clãs e Afonso foi o primeiro Príncipe.

Não muito tempo depois, com os veios de energia sobrenatural e as linhas de ley que formavam bolsões místicos, chegaram os Tremere, e seu líder o senhor Henrique de Oliveira Médici, de oitava geração, tornou-se um importante membro da Primigênie vampírica da Camarilla. Seu clã era o mais numeroso e suas artimanhas muitas.

Com o tempo Afonso e Abdias colocaram Phellipe Mistral Ferrier como Príncipe títere, um título que não durou muitos anos, pois esse desapareceu. Muitos afirmaram que foi uma armação dos Tremere, para colocar Beliza Gregory, o ódio mortal de Abdias, a tremere que ele gostaria de ver encontrando a morte final, no poder. O olhar de satisfação de Henrique ao conseguir essa façanha tornou-se um marco no relacionamento de poder da cidade

Foi um jogo dos mais divertidos, com situações do arco da velha e muita água correu por baixo da ponte da história.

Fiz ótimos amigos, que tenho até hoje ao meu lado.

Nem tudo foi perfeito, houve algumas rusgas e algumas situações passionais demais, que terminaram por desmantelar o QUANC no final. Mesmo com essas pequenas coisas da vida valeu cada segundo o cansaço de preparar as sessões e narra-las.

Não citarei mais nomes aqui, pois esquecerei um ou outro, então digo a todos que participaram, em maior  ou menor grau do QUANC, obrigado.

Na foto abaixo temos uma reunião de arte na boate Brujah, com muito punk rock, pós punk e rock gótico.



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Runicards - jogo de cartas e tabuleiro

Jogo de Tabuleiro: Runicards
Empresa; Kalango Analógico
Autor: Rovalde Banchieri
Gênero:Fantasia

Um dia desses entrei na loja Moonshadows e vi a caixa bem chamativa de um jogo chamado Runicards. Não conhecia nada sobre ele e perguntei à atendente, que me explicou que se tratava de um jogo nacional de cartas e tabuleiro, com uma pitada de RPG, que havia sido feito através de financiamento colaborativo, e que aquele exemplar que encontrava-se em exposição não estava a venda, pois não continha o manual de regras.

Peguei a caixa, olhei o material do jogo, achei interessante, vi uma arte boa, mas várias cartas apenas com grandes pedaços de texto. Depois disso fui embora, pesquisei na internet sobre o jogo, li as regras, e dias mais tarde retornei à loja e encomendei um deles para mim.

O jogo é bonito com um tabuleiro prático e bem distribuído, bem feito, bem explicativo, mas tenho a impressão de que as dobras vão ceder mais cedo do que deveriam. Ele ajuda bastante a entender as partes, com várias informações para facilitar a partida e lugares para os diversos tipos de cartas: monstros, tesouros, desafios, aventuras, cenário e heróis. As cartas tem uma qualidade boa, feitas pela Copag.

A preparação do jogo é rápida e as regras simples, édivertido e rápido, com cada partida com duração entre 20 e 40 minutos. Creio que terei uma boa quantidade de repetições.

É necessário colocar protetores nas cartas, pois embaralha-se muito. A título de informação o tamanho dos protetores deve ser 57x89 mm, o protetor para jogos de tabuleiro tamanho americado padrão.

Com textos claros, bons desenhos e boa jogabilidade temos mais um jogo nacional de qualidade. Vamos ver se ainda me surpreende depois de umas 10 partidas.



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Ticket to Ride - jogo de tabuleiro

Jogo de Tabuleiro: Ticket to Ride
Versão: Märklin (Alemanha)
Empresa; Days of Wonder
Autor: Julien Delval
Gênero: Ferrovias.

Jogamos Ticket to Ride no sábado. Éramos três jogadores e rapidamente aprendemos as regras e algumas ideias estratégicas sobre o jogo, que consiste em ligar cidades da Alemanha através de ferrovias. Para fazer as ligações é necessário ter cartas da mesma cor em número suficiente para completar um trecho . Cada ação é rápida e consiste em comprar duas cartas, ou comprar uma carta coringa, ou fazer um trecho de ferrovia, ou comprar objetivos ou usar o passageiro.

Comprar cartas  - compra-se até duas cartas, ou fechadas ou das expostas, com o intuito de adquirir cartas de cores iguais para montar um trecho da ferrovia.

Comprar carta coringa: há cartas coringa, que servem para qualquer cor, mas se for comprada do grupo exposto, pode-se comprar apenas uma carta.

Comprar cartas de objetivo: há cartas com missões que o jogador deve cumprir, que consistem em interligar dois pontos no mapa. ao adquirir novos objetivos faz com que o jogador possa conseguir mais pontos ao final do jogo, ou perder pontos, pois a cada objetivo não cumprido, seu valor de pontos é descontado do montante final.

Fazer um trecho de ferrovia: para isso é necessário ter cartas da mesma cor e em quantidade igual ao trecho que se quer fazer. Caso o jogador queira fazer um trecho entre a cidade X e a cidade Y que tenha 4 trilhos verdes, é necessário que ele jogue 4 cartas verdes para contrui-la.

Usar o passageiro: o passageiro pode ser utilizado até três vezes no decorrer do jogo, ele sai de uma estação e percorre os trechos, recolhendo pontos que estão distribuídos pelo tabuleiro.

A ideia simples e a mecânica fácil de aprender mostram um jogo divertido, com muitas variantes e que não demora mais que uma hora cada partida.

A arrumação inicial do tabuleiro é rápido assim como também é rápido guardar os componentes.

Um jogo divertido para toda a família com bons componentes.

boardgamegeek.com/.../21348/ticket-to-ride-marklin

Lords of Waterdeep - Jogo de Tabuleiro


Jogo de Tabuleiro: Lords of Waterdeep
Versão: Básica
Empresa; Wizards of the Coast
Autores: Peter Lee e Rodney Thompson
Gêneros: Fantasia, Dungeons and Dragons, Euro

Domingo, um final de tarde, amigos reunidos para jogar RPG mais a noite. O dia estava quente e como o clima propiciava, tomávamos uma Heineken para refrescar. Enquanto esperávamos o horário do jogo, aproveitamos para disputar quem seria o Senhor da cidade de "Profundágua", ou Waterdeep.

Lords of Waterdeep é um jogo de tabuleiro no estilo europeu, feito com temática de Dungeons and Dragons, onde cada um dos jogadores faz o papel de um dos grandes senhores da cidade dos esplendores. Cada um desses nobres envia seus agentes para recrutarem guerreiros, magos, clérigos e ladinos para cumprirem missões na intenção de ganharem, poder, dinheiro, influência ou a própria manutenção da paz da cidade.

Cada jogador possui uma cartela, que representa uma taverna onde seus aventureiros e agentes ficam, junto com suas missões (quests), dinheiro e marcadores.

O tabuleiro mostra um bom pedaço de Waterdeep com vários locais importantes, como o porto, estalagem, guilda dos ladrões, torre dos magos.

O Jogador pega um de seus agentes e põe sobre um desses lugares, e obtém a vantagem que esse local concede, seja convocar guerreiros, ladinos, magos, clérigos, ou conseguir dinheiro, novas missões, cartas de intriga, entre outros.

Há uma quantidade fixa de localizações importantes e mais um grupo de locais que podem ser comprados no decorrer do jogo, o que amplia as escolhas e estratégias dos jogadores.

Ao fim de cada uma das oito rodadas do jogo, o jogador pode tentar cumprir uma missão, e ao faze-lo ele ganha uma quantidade de pontos descritos na carta da missão.

Jogo divertido, cenário bacana, mas o que realmente chama a atenção do é a qualidade das peças, todas de primeira linha, com cartas de qualidade, desenhos que nos fazem entrar no clima do jogo, peças que se encaixam com facilidade e duas grandes preocupações sanadas com decência, os espaços bem feitos no tabuleiro, que facilitam a movimentação das peças e a caixa, aonde cada componente do jogo fica acomodado de maneira ótima. Acredito que essa tenha sido a melhor caixa que vi até hoje, junto com 7 Wonders, mas lembrando que 7 Wonders não tem tantos componentes.

Para não dizer que é perfeito, quando colocamos plásticos protetores nas cartas, elas não ficam 100% no lugar, mas nada que retire minha visão positiva dessa embalagem.

A cidade os Esplendores aguarda aqueles que tem coragem de enfrenta-la de frente.

http://boardgamegeek.com/boardgame/110327/lords-of-waterdeep








terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Nobilis - RPG


 RPG: Nobilis
Editora: Hogshead Publishing
Autora: R. Sean Borgstrom
Sistema Básico: Nobilis (sistema sem dados)
Ano: 1999
Gênero: sobrenatural, deuses, poderes.


Eu iria começar o texto com um micro conto, algo que gosto de fazer, e até imaginei o desenrolar de um para exemplificar algum pedaço do jogo ou iniciar uma curiosidade sobre esse rpg, mas aí esbarrei em uma dúvida comum aos jogadores de primeira viagem em Nobilis: “se escreverei um micro conto sobre um Poder, qual será o Estado, a Posse, a Herança, desse cara?”. Escolher qual a palavra que esse personagem encarnaria definiria como o texto fluiria e, como o leitor iria interpretar essa resenha, por isso passarei direto para a estrutura do jogo. Não quero ser metafórico demais, pois o jogo em si já é totalmente etérico, confuso e metafórico, então gostaria ser mais didático

Primeiro repetirei que é um jogo bastante etéreo, metafórico e confuso. Há coisas definidas? Há, mas as ideias além da caixa e o próprio absurdo são muito mais efetivos e comuns durante uma partida.

O cenário de Nobilis é mais ou menos assim:
A Criação existe e ela é uma grande árvore cujas raízes tocam o inferno, onde a copa chega ao paraíso, nos galhos estão milhares e milhares de reinos e em seu tronco vivem grandes serpentes.

Dentro dessa Criação estão dois mundos, o mundo Prosaico e o mundo Mítico. O Prosaico é a realidade conhecida pela maior parte das pessoas, com carros, semáforos, contas a pagar, paredes de concreto armado e calendários. O Mítico é o mundo além do normal, onde deuses andam com centauros, anjos jogam com serpentes e onde vivem os Imperadores.

Os Imperadores são seres de Poderes imensos, que são o sustentáculo de toda a Criação. Eles são anjos, demônios, serpentes, entidades da ordem e do caos, do bem e do mal, do feio e do belo e deuses obscuros que possuem os conceitos da existência, os poderes. Esses poderes que falei são representados por palavras. Podemos ter basicamente todas as palavras que existem e todos os conceitos que alguém poderia imaginar, literalmente: queijo, força, estrela, raio, luz, morcego, pensamento, medo, vermelho, número, arma, papel, ziper, concentração, trabalho, voz, som, enrolado, etc. Qualquer coisa mesmo. E o Imperador empresta suas Heranças (os poderes, algo assim) aos Nobres.

Um Nobre possui um conhecimento “limitado” de um dos Poderes do seu Imperador. Esse Nobre é o personagem jogador. E ele é formado por quatro Atributos, vários pontos de milagres, alguns Dons (que são poderes predefinidos), laços com coisas, âncoras com humanos e animais e criaturas, Desvantagens e Vantagens. Os quatro atributos vão dos valores zero a nove e eles são:

Aspecto - que engloba tudo físico e mental do Nobre. O quão ágil, forte, inteligente e valente ele é. Ter o Aspecto em zero significa ser tão forte quanto o mais forte dos humanos, tão inteligente quando o humano mais inteligente e tão ágil quanto o humano mais ágil. Cada ponto acima disso adiciona capacidades miraculosas ao personagem. Pular entre os continentes, levantar uma montanha, esconder um elefante sob a capa, beber um oceano, andar na corda bamba enquanto faz malabares com motosserras ligadas e de olhos fechados, isso e muito mais cai em Aspecto.

Domínio - é o quanto o Nobre tem controle sobre o Poder que lhe foi concedido. Desde de apenas fazer alguns truques com o Poder até Inundar o universo com todo seu conceito. Um Nobre da Música pode gerar silêncio num recital, fazer uma flauta causar sentimentos profundos que comoveriam nações, ou fazer o mundo inteiro ouvir apenas uma única nota por vários dias.

Reino - Reino é o controle do Nobre sobre um dos mundos na grande árvore da vida. Lá nesse reino sua vontade torna-se realidade e esse atributo define o quão fácil ou grandioso podem ser as mudanças desejadas. Apenas pessoas que tragam presentes são bem vindos? Quando alguém ofende o Nobre em sua casa ele merece um castigo? O Nobre quer voar enquanto em seu reino? Esse é o Atributo.

Espírito - aqui temos o atributo que é a “defesa” contra os milagres de outros Nobres.

Nos Nobres vivem em um constante baile de máscaras (metaforicamente falando) onde digladiam-se uns contra os outros por hegemonia ou apenas para mostrar que são melhores, mais garbosos, ou o que lhes valha. Eles defendem os apontamentos de seu Imperador, a não ser que desejam traí-lo e principalmente, lutam contra os piores seres que já se ouviu falar, os Excrucianos.
Os Excrucianos são tão ou mais poderosos do que os Imperadores e eles vieram de além da Criação para desfazer tudo. Não há como falar de maneira diferente, os Excrucianos querem destruir tudo mesmo. Eles querem acabar com todos os conceitos e estão na Valde Bellum, a guerra contra a realidade. Várias batalhas já foram vencidas pelos Excrucianos, mas ainda há muito pelo que se lutar. Se um Excruciano oblitera um conceito, esse conceito deixa de existir, é como se jamais tivesse existido. Um exemplo: Se por alguma razão o Nobre dos Cavalos for destruído e o Imperador dele não conseguir passar o conceito Cavalo para outra pessoa, se o Excruciano Destruir Definitivamente o conceito Cavalo, é como se simplesmente esses animais JAMAIS tivessem existido, nem sequer a menor ideia, rascunho, contexto ou razão deles estarem no mundo, nem na imaginação de ninguém, nem em obras de ficção, em lugar algum, eles não existiriam de modo algum, até algo como cavalgar não existiria, passaria a ser “elefantizar” ou “avestruzar”.

Sim, Nobilis é um jogo repleto de metáforas, ideias, flores e Poderes absurdos, mas é um jogo elegante acima de tudo. Possuo a segunda versão dele, lançada pela Hogshead Publishing, através da Guardians of Order. É um livrão quadrado de capa dura, e muito bem escrito por uma mulher. Rebecca Borgstrom escreveu esse livro, depois mudou de nome, e mudou de nome de novo, escreveu Weapons of the Gods, ajudou no Exalted também, hoje chama-se Jenna K. Moran.

Não é um jogo para qualquer grupo, principalmente para grupos que se preocupam demais com regras fixas e obrigatoriedades de números. Nobilis é para aqueles que gostam de colaborar com a criação de um universo e gostam de ideias diferentes.

Nobilis é um rpg onde o jogador interpreta um Poder.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

SCION (hero/demigod/god)

 RPG: SCION (hero/demigod/god)
Editora: White Wolf
Site: www.white-wolf.com/scion Gênero: fantasia, moderno, mitológico, ação.

Lá estava você, em sua vida normal, com pessoas normais, namorada, trabalho, esposo, empresa, o que fosse, mas dentro da normalidade, contudo você sempre foi acima da média em alguma coisa. Foi o mais forte, o mais rápido, o mais bonito, o mais horrendo, o mais completo, sempre teve um toque de anormalidade que não seria nada demais, você não seria uma lenda, até que certo dia um homem alto e magro, de barba longa, um chapéu bonito, um tapa olho, terno, gravata e um cajado te aborda quando você saía de uma casa noturna e com sua presença assustadora, quase imaterial, te informa que ele é teu verdadeiro pai, e que teu irmão, Thor, é prisioneiro de  Kalfu, um deus vudu, e que devido ao ataque dos gigantes de gelo a Asgard e a aproximação do ragnarök, caberá a você salva-lo.

Essa é apenas uma das ideias do que é o RPG Scion, lançado pela empresa White Wolf em 2007.

Scion é um jogo onde os personagens são descendentes de deuses da antiguidade, ou filhos adotivos que receberam a capacidade de se tornarem lendas, e em seu sangue corre a centelha divina.

No cenário básico do jogo os panteões de lutam para evitar que os Titãs saiam do tártaro e os destruam.

São os panteões dos livros básicos:
Pesedjet - os deuses do antigo Egito: Anúbis, Atum-Ré, Bastet, Geb, Hórus, Ísis, Kebauet, Osíris, Ptah, Set (or Seth), Sobek, e Thoth.

Dodekatheon - os deuses gregos: Afrodite, Apolo, Ares, Ártemis, Atena, Dionísio, Hades, Hefesto, Hera, Hermes, Perséfone, Poseidon, e Zeus.

Aesir - deuses nórdicos: Baldur, Bragi, Forseti, Freya, Freyr, Frigg, Heimdall, Hel, Loki, Odin, Sif, Thor, Tyr e Vidar.

Atzlánti - os deuses da civilização asteca: Huitzilopochtli, Miclántecuhtli, Quetzalcoatl, Tezcatlipoca, Tlaloc, Tlazoltéotl, e Xipe Totec.


Amatsukami - os deuses Shinto do Japão: Amaterasu, Hachiman, Izanagi, Izanami, Raiden, Susano-o, e Tsuki-Yomi.

Loa - os espíritos-deuses da religião vodu: Ague, Barão Samedi, Damballa, Erzulie, Kalfu, Legba, Ogum, e Xangô.

Eu gosto muito desse jogo, é um cenário divertido, rico, repleto de referencias em um sem número de livros de história, mitologia e arte, contudo os livros básicos são terríveis. O cenário não é explicado direito, não dá ideia do que você pode fazer, como é o relacionamento entre os deuses e seus filhos, não informa se os seres humanos conseguem ver as criaturas mitológicas que estão no mundo, nem se o scion deve ocultar-se ou se mostrar na televisão. Isso tudo fica de fora dos livros. Tirando que a adaptação que fizeram do sistema básico da white wolf foi a pior implementação que já vi. Um sistema quebrado, repleto de falhas, onde há poderes ridiculamente absurdos como Arete, dos gregos, que adiciona níveis e mais níveis de bônus em perícias, enquanto Jutunblut dos nórdicos é um fracasso inútil.

A ideia de atributos em níveis épicos é interessante, mas também quebrada.

As aventuras que jogamos foram levadas com uma interpretação mais textual dos poderes e capacidades do que uma interpretação matemática da coisa.

Eu diria que Scion é um jogo que tem a ideia de cenário nota 10, fenomenal, mas que teve sua execução muito abaixo do potencial.

Os suplementos trazem novos panteões e poderes, assim como novas ideias e aventuras.

Vale a pena? Claro que vale! Não é sempre que você pode jogador com o filho de Miclantecutli, o deus da morte azteca e ser venerado como uma entidade física no México, principalmente entre os traficantes que rezam para Santa Muerte, enquanto seus aliados são um filho de Ares, um filho de Hachiman, um filho de Odin e um anjo do Senhor.

Jogamos algumas aventuras, e tenho certeza de que outras virão. Fizemos até uma adaptação boa utilizando o sistema FATE, que aparentemente foi bem menos quebrada que o sistema original.

Que novos jogos venham, tão bons quanto os que já jogamos.

Robotech

 RPG: Robotech
Editora: Palladium Books
Gênero: Ficção Científica, Romance, Combate aéreo, Mecha.

Robôs gigantes são coisas que fascinam, e robôs gigantes que se transformam em aviões de caça que lutam batalhas épicas pelo destino da humanidade contra gigantes geneticamente modificados que viveram apenas para a guerra, fascina ainda mais!

Robotech rpg é um jogo baseado no desenho MACROSS, que conta a história de como uma nave de guerra alienígena cai em uma ilha chamada Macross, no pacífico norte, e é reconstruída pela U.N Spacy, um braço militar das nações unidas, e como Rick Hunterm, um jovem e promissor piloto torna-se um dos herói na guerra contra os gigantescos Zentraedi.

O desenho animado japonês é repleto de reviravoltas e situações inusitadas, principalmente quando descobrimos que a principal arma contra os zentraedi é.. música. Não qualquer música, mas a música de Lynn Minmey o interesse romântico de Rick durante o desenho.

No jogo  os jogadores fazem parte da U.N. Spacy, um grupo militar das nações unidas que tentam de todas as formas vencer a guerra. A maior parte da tecnologia da U.N. Spacy foi desenvolvida através dos estudos da nave que caiu na terra, agora renomeada de SDF-1 Macross (The Super Dimension Fortress Macross), a principal arma é o veritech, um aero caça que se transforma em robô.

O sistema de jogo é da Palladium, o mesmo usado no palladium fantasy roleplaying e em Rifts. É um sistema de níveis, já antigo, e particularmente penso que é repleto de falhas, mas é divertido. A principal característica do sistema é utilizar o conceito de mega dano. onde 100 pontos de dano normal equivale a Um ponto de Mega Dano.

O sistema utiliza 1d20 para acertar e os outros dados para dar dano.

Cada classe equivale a uma profissão: piloto de veritech, oficial, mecânico, cantora, top model, infantaria, entre outros.

Sistema antigo, jogo velho, mas divertido. E como todos os produtos da Palladium, se você tiver muita coragem e pouco bom senso, pode misturar, fazendo coisas como uma fenda se abre e naves de guerra zentraedi, durante um ataque à sdf-1 e transportam todos para o mundo de Rifts... Insanidade e senvergonhice. rs.

Rosto de robotech, muito mais pelo tema do que pelo sistema, contudo, por mais que eu não queira aceitar, o sistema casa sim com a ideia do jogo.

Dificilmente jogarei novamente esse jogo, mas... quem sabe ainda não veja a Dedallus arrebentar um cruzador zentraedi ou a arma principal da sdf-1 disparar e "destruir tudo o que se encontra pela frente" conforme os dados oficiais do livro.